sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Resumo 02 Microbiologia Geral: Introdução a Virologia

Resumo 02 

Microbiologia Geral: Noções Básicas 

 Introdução a Virologia


           Os vírus são definidos como parasitas intracelulares que contém seu próprio material genético protegido por uma camada proteica. Sobre a cobertura proteica, ela é formada por varia unidades denominadas Capsômeros e a junção deles formando todo o envoltório do vírus é chamado de Capsídeo.

            Todo vírus necessita de um hospedeiro para se multiplicar, pois sem um hospedeiro alguns tipos de vírus sobrevivem por um curto período de tempo, enquanto outros podem permanecer inativos até que se entre em contato com um hospedeiro. Para sua propagação, os vírus dependem de uma célula eucariótica ou procariótica na qual contém a maquinaria necessária para a síntese do material genético, ou seja, o vírus precisa de uma célula viva para poder replicar-se, o que eventualmente causa a morte dessa célula.

            Para exemplo de replicação de vírus em hospedeiro podemos citar o HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana), que atacam o sistema imunológico, que por sua vez possuem dois principais grupo que são os linfócitos T4 e T8, ou seja, as principais linhas de defesa do nosso corpo. Assim, o vírus HIV vai se multiplicando de diminuindo a quantidade de linfócitos T4 no corpo humano baixando seu sistema imunológico e deixando a pessoa propensa a outras doenças na qual o corpo não consegue mais combater.

            Com relação à estrutura e composição de um vírus, vale ressaltar que em seu material ácido nucleico pode conter RNA ou DNA, uma capa proteica, alguns podem conter espículas e envelope. Os vírus são parasitas obrigatórios e sua replicação necessita exclusivamente de um hospedeiro e podem ser observados somente em microscópio eletrônico. Suas formas básicas variam com estrusturas helicoidal rígido ou flexuoso, ou seja, pode ser flexível, ou também pode ser isomérico (esférico) como por exemplo o vírus da gripe (Influenzavirus). A maioria possui forma viral poliédrica com vários lados, além também de alguns possuírem um formato complexo geralmente Bacteriófagos, que atacam bactérias como sugere o nome.

            O ciclo de vida o vírus em células procariontes pode ser demonstrado pelo ciclo lítico, em que a bactéria morre devido ao seu rompimento, que se inicia quando o fago adere-se à bactéria e injeta seu material genético, uma vez dentro da célula o material inserido toma forma de um circulo que entra no ciclo lítico ou lisogênico. Continuando no ciclo lítico a célula será comandada para fazer novas cópias do vírus que serão sintetizados até ocorrer sua ruptura. Já no ciclo lisogênico o material genético inserido se integra ao cromossomo da bactéria, que por sua vez quando a célula se duplicar o material viral já estará incorporado.

            Sabemos que os virus  são causadores de doenças humanas como herpes, poliomielite, gripe, HIV, entre outros. Também doenças em animais como por exemplo raiva, febre aftosa, e também em plantas tipo o mosaico do feijão e do fumo.

            Do ponto de vista da doença propriamente dita, quando o vírus entra em contato com o hospedeiro e começa o reconhecimento já se obtém os estágios iniciais da infecção, e em seguia quando já se estabelece dentro da célula é que já se pode ter alguns períodos como incubação, disseminação, multiplicação, ou seja, à medida que se desenvolve e afeta o hospedeiro se apresenta a sintomatologia ocasionada pela morte de centenas de milhares de células do sistema no qual o vírus está atacando. Dito isto, é que o sistema imunológico reage ao vírus na tentativa de conter os sintomas, e associado ao uso de medicamentos pode-se conter o desenvolvimento dos sintomas até a intenção do vírus pelo corpo ocasionando a cura, ou em certos casos adormecendo seus edeitos e sua multiplicação deixando-o em estado latente.

            O vírus podem invadir o organismo de diversas maneiras, seja pelos tecidos conjuntivos, pelas mucosas, arranhões ou feridas, picads de insetos, ingestão de alimentos contaminados, respiração, também podem entrar pelo trato urogenital, etc. Assim, os padrões de doenças virais em humanos  implica na recuperação ou morte do individuo, e após a recuperação em alguns casos pode haver sequelas, como é o caso da poliomielite que resulta na paralisia do individuo infectado. Em alguns caso em que haja recuperação ou não desenvolvimento dos sintomas não significa que o vírus seja eliminado, podendo até mesmo ser transmitido para outros seres que por ventura venham a desenvolver os sintomas. Os padrões dessas doenças provocadas por vírus também são variadas como infecções agudas(resfriado), infecções persistentes(hesper), com sequelas(poliomielite), as que causam doenças secundarias(Leucemia-HTLV) e doenças de incubação prolongada como ocorre com o HIV.

            A identificação molecular do virus ocorreu com a caracterização dos vírus bacterianos, ou seja, os bacteriófagos, já que são vírus mais fáceis de se trabalhar em laboratório. Mas a associação com vírus à doenças ocorre desde a época do Egito antigo segundo algumas descrições dos sintomas escritos na época de doenças como poliomielite e papiloma.

            Mas a constatação e nomenclatura de vírus só ocorre em 1892 por Iwanowski e Beijerinck, que ao replicar o experimento de Chamberland (1984) utilizando-se de folhas de fumo que continho a doença do mosaico, identificou que ao usar o líquido de pelo experimento deveria permanecer estério, quando em contato com a planta desenvolvia-se a mesma doença, mostrando que mesmo não aparecendo em microscópio haveria algum patógeno presente no fluido, de onde se originou o nome vírus, que do latim significa fluido venenoso.

            Os vírus sempre causaram impactos consideráveis na história da civilização, como a varíola que se estendeu da idade média até à segunda guerra mundial, a gripe que ocasionou milhoes de mortes em 1918 e 1919, outros como Febre Amarela, Dengue, Ebola, SARS, e contemporaneamente o Covide-19 que desencadeou a atual pandemia mundial.

            Podemos classificas os vírus de duas formas. Vinculando o vírus à doença propriamente estabelecida e assim classificando de acordo com os sintomas promovidos por ele, e também pela estrutura do genoma, sendo essa a classificação mais precisa já que se utiliza de tecnologias avançada para transcrever todo mapeamento genético do vírus classificando em grupos que levam em conta suas diferenças, semelhanças e potencial transmissivo. Isso resulta numa maior eficiencia ou resposta para se tentar conter o avanço de tais doenças, promovendo o desenvolvimento de remédio, vacinas, tratamentos e precauções com o objetivo de se alcançar a cura.



Como Referenciar:

MELO, Jonatas. Microbiologia Geral: Microrganismos no nosso cotidiano. Resumo Eficiente. Itabuna-Ba, 03/09/2021. Disponível em: <https://resumoeficiente.blogspot.com/2021/09/resumo-02-microbiologia-geral.html> . Acesso em: data_da_visualização.

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