Resumo 02
Microbiologia Geral: Noções Básicas
Introdução a Virologia
Os
vírus são definidos como parasitas intracelulares que contém seu próprio
material genético protegido por uma camada proteica. Sobre a cobertura
proteica, ela é formada por varia unidades denominadas Capsômeros e a junção
deles formando todo o envoltório do vírus é chamado de Capsídeo.
Todo vírus necessita de um
hospedeiro para se multiplicar, pois sem um hospedeiro alguns tipos de vírus
sobrevivem por um curto período de tempo, enquanto outros podem permanecer
inativos até que se entre em contato com um hospedeiro. Para sua propagação, os
vírus dependem de uma célula eucariótica ou procariótica na qual contém a
maquinaria necessária para a síntese do material genético, ou seja, o vírus
precisa de uma célula viva para poder replicar-se, o que eventualmente causa a
morte dessa célula.
Para exemplo de replicação de vírus
em hospedeiro podemos citar o HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana), que
atacam o sistema imunológico, que por sua vez possuem dois principais grupo que
são os linfócitos T4 e T8, ou seja, as principais linhas de defesa do nosso
corpo. Assim, o vírus HIV vai se multiplicando de diminuindo a quantidade de
linfócitos T4 no corpo humano baixando seu sistema imunológico e deixando a
pessoa propensa a outras doenças na qual o corpo não consegue mais combater.
Com relação à estrutura e composição
de um vírus, vale ressaltar que em seu material ácido nucleico pode conter RNA
ou DNA, uma capa proteica, alguns podem conter espículas e envelope. Os vírus
são parasitas obrigatórios e sua replicação necessita exclusivamente de um
hospedeiro e podem ser observados somente em microscópio eletrônico. Suas
formas básicas variam com estrusturas helicoidal rígido ou flexuoso, ou seja, pode ser flexível, ou também
pode ser isomérico (esférico) como por exemplo o vírus da gripe
(Influenzavirus). A maioria possui forma viral poliédrica com vários lados,
além também de alguns possuírem um formato complexo geralmente Bacteriófagos,
que atacam bactérias como sugere o nome.
O
ciclo de vida o vírus em células procariontes pode ser demonstrado pelo ciclo
lítico, em que a bactéria morre devido ao seu rompimento, que se inicia quando
o fago adere-se à bactéria e injeta seu material genético, uma vez dentro da
célula o material inserido toma forma de um circulo que entra no ciclo lítico
ou lisogênico. Continuando no ciclo lítico a célula será comandada para fazer
novas cópias do vírus que serão sintetizados até ocorrer sua ruptura. Já no
ciclo lisogênico o material genético inserido se integra ao cromossomo da
bactéria, que por sua vez quando a célula se duplicar o material viral já
estará incorporado.
Sabemos
que os virus são causadores de doenças
humanas como herpes, poliomielite, gripe, HIV, entre outros. Também doenças em
animais como por exemplo raiva, febre aftosa, e também em plantas tipo o
mosaico do feijão e do fumo.
Do
ponto de vista da doença propriamente dita, quando o vírus entra em contato com
o hospedeiro e começa o reconhecimento já se obtém os estágios iniciais da
infecção, e em seguia quando já se estabelece dentro da célula é que já se pode
ter alguns períodos como incubação, disseminação, multiplicação, ou seja, à
medida que se desenvolve e afeta o hospedeiro se apresenta a sintomatologia
ocasionada pela morte de centenas de milhares de células do sistema no qual o
vírus está atacando. Dito isto, é que o sistema imunológico reage ao vírus na
tentativa de conter os sintomas, e associado ao uso de medicamentos pode-se
conter o desenvolvimento dos sintomas até a intenção do vírus pelo corpo
ocasionando a cura, ou em certos casos adormecendo seus edeitos e sua
multiplicação deixando-o em estado latente.
O vírus podem invadir o organismo de
diversas maneiras, seja pelos tecidos conjuntivos, pelas mucosas, arranhões ou
feridas, picads de insetos, ingestão de alimentos contaminados, respiração,
também podem entrar pelo trato urogenital, etc. Assim, os padrões de doenças
virais em humanos implica na recuperação
ou morte do individuo, e após a recuperação em alguns casos pode haver
sequelas, como é o caso da poliomielite que resulta na paralisia do individuo
infectado. Em alguns caso em que haja recuperação ou não desenvolvimento dos
sintomas não significa que o vírus seja eliminado, podendo até mesmo ser
transmitido para outros seres que por ventura venham a desenvolver os sintomas.
Os padrões dessas doenças provocadas por vírus também são variadas como
infecções agudas(resfriado), infecções persistentes(hesper), com
sequelas(poliomielite), as que causam doenças secundarias(Leucemia-HTLV) e
doenças de incubação prolongada como ocorre com o HIV.
A
identificação molecular do virus ocorreu com a caracterização dos vírus
bacterianos, ou seja, os bacteriófagos, já que são vírus mais fáceis de se
trabalhar em laboratório. Mas a associação com vírus à doenças ocorre desde a
época do Egito antigo segundo algumas descrições dos sintomas escritos na época
de doenças como poliomielite e papiloma.
Mas
a constatação e nomenclatura de vírus só ocorre em 1892 por Iwanowski e
Beijerinck, que ao replicar o experimento de Chamberland (1984) utilizando-se
de folhas de fumo que continho a doença do mosaico, identificou que ao usar o
líquido de pelo experimento deveria permanecer estério, quando em contato com a
planta desenvolvia-se a mesma doença, mostrando que mesmo não aparecendo em
microscópio haveria algum patógeno presente no fluido, de onde se originou o
nome vírus, que do latim significa fluido venenoso.
Os
vírus sempre causaram impactos consideráveis na história da civilização, como a
varíola que se estendeu da idade média até à segunda guerra mundial, a gripe
que ocasionou milhoes de mortes em 1918 e 1919, outros como Febre Amarela,
Dengue, Ebola, SARS, e contemporaneamente o Covide-19 que desencadeou a atual
pandemia mundial.
Podemos
classificas os vírus de duas formas. Vinculando o vírus à doença propriamente
estabelecida e assim classificando de acordo com os sintomas promovidos por
ele, e também pela estrutura do genoma, sendo essa a classificação mais precisa
já que se utiliza de tecnologias avançada para transcrever todo mapeamento
genético do vírus classificando em grupos que levam em conta suas diferenças,
semelhanças e potencial transmissivo. Isso resulta numa maior eficiencia ou
resposta para se tentar conter o avanço de tais doenças, promovendo o
desenvolvimento de remédio, vacinas, tratamentos e precauções com o objetivo de
se alcançar a cura.